Esperança. Christopher Fowler, 20 anos, estudando na NYU.
Christopher não conseguia se lembrar como era antes de conhecer Mark. O garoto mais velho era uma constante em sua vida desde seu primeiro ano no colégio. Acostumara a ter sua presença sempre ao seu lado, mas não podia chamá-lo de amigo. O que tinham não era amizade. Não trocavam palavras gentis, e Mark o tratava como se fosse inferior. Christopher permitia, já que não conseguia arranjar nenhum outro amigo na escola. Todos pareciam se afastar dele, temerosos. Eventualmente, se acostumou com a solidão.
Seus pais morreram quando ele era jovem. Enquanto ele estava na aula, um incêndio se alastrou pela sua casa, e seus pais não conseguiram escapar. Ele não tinha nenhuma família para acolhê-lo e acabou indo para o orfanato. O mesmo orfanato em que Mark morava, já que era órfão desde que nascera. Christopher tinha apenas 12 anos, mas nenhuma família iria querer alguém já crescido como ele. Todos os funcionários do orfanato a quem se apegava desapareciam depois de alguns dias. Os amigos que fazia na escola eram encontrados em pedaços em algum beco de New York. A única pessoa que tinha era Mark, e por mais que a relação deles não era exatamente o que chamariam de saudável, Christopher se agarrava a ela, certo que pelo menos ele não iria embora. Mas estava errado. O outro o deixara, assim como todos em sua vida. Depois de dividirem a cama pela primeira vez, ele sendo tão novo que nem sequer o que aquilo significava. Só sabia uma coisa; a última pessoa que lhe restara o abandonara, sem nem sequer dizer adeus. O garoto se virou para a auto-mutilação, as feridas que a lâmina criava na pele o acalmando. Ao longo dos anos, ele conseguiu começar a conversar normalmente com as pessoas, mas o medo de perdê-las ainda estava dentro de si. A confiança já fora perdida ha muito tempo atrás, e não havia forma de recuperá-la. Quando finalmente sentiu que a ausência de Mark já não doía tanto, ele conheceu uma garota. Um relacionamento da forma que nunca teve, e pela primeira vez se sentiu feliz de não ter Mark em sua vida. Ela o fazia se sentir bem, como se ele fosse bom o suficiente. A faculdade estava indo bem, e seu passado, esquecido. Mas era tolo pensar que seria deixado em paz. Ele voltara, e parecia determinado a ficar, e se isso ainda não fosse o suficiente, sua namorada sofrera um terrível acidente de carro alguns dias depois. Novamente, Christopher foi deixado com apenas uma pessoa em sua vida.
Personalidade pós-possessão: A vida tortuosa do rapaz era demais para ele resistir. Toda dor e solidão que aquela alma havia sofrido fazia-o querer salvá-lo. O fato dele ter permito seu coração se encher de esperanças de uma vida normal apenas para tê-la esmagada cruelmente foi mais do que ele pode aguentar. Sempre teve mais compaixão do que deveria, até pelas mais terríveis das criaturas. Escolhera-o com o principal objetivo de protegê-lo contra o garoto que o atormentava desde pequeno, e que não parecia disposto a largá-lo. Não queria controlar completamente o humano, mas interferia sempre que ele sentia a necessidade de uma lâmina contra sua pele ou da companhia do outro. Porém, o anjo podia fazer tudo em seu alcance para tirar Mark de Christopher, mas não conseguiria tirar Christopher de Mark.
- É a cara do Alfie Allen.
- Amigo de Mark Crawford.
I've got nothing but my aching soul.
Ira. Mark Crawford, 22 anos, estudante na NYU.
Mark nascera sob a luz de uma noite melancólica inglesa, rasgando as entranhas de sua mãe num processo de troca. Crescia para o mundo enquanto a destituía da vida durante um processo natural que supostamente deve trazer consigo um vislumbre de esperança para a família. No entanto, nem sequer esse detalhe existia. Gerado por uma vítima de estupro, filho do pecado e do sangue, pois seu pai tinha eliminado a vida de cinco jovens de origem abastada antes de ceder ao suicídio. Nascera na melancolia, e lugar algum no mundo seria suficiente para o jovem de tez extremamente pálida, tom quase doentio que fazia seus olhos cintilarem desde pequeno.
A psicologia tenta explicar em variadas teses se existe maldade na infância, se o pérfido consegue envolver uma alma inocente e rasgá-la ao meio antes que a consciência seja totalmente formada. Contra todas as teorias de que pequenos são incapazes, Mark nascera perturbado. Distorcido. Não era incomum que seus colegas de orfanato temessem aproximação, muito menos depois que rumores sobre animais estavam sendo encontrados mortos nos jardins em retalhos, pedaços. Experiências curiosas. Chamaria tudo aquilo de “experimento patético”, visto sua falta de piedade.
No entanto, o imprevisível aconteceu quando repousou seus olhos desde a primeira vez na figura de Cristopher. Ele era tão inocente, tão puro que conseguiria sentir a essência de sua alma com o fechar dos olhos e o esforço dos pulmões. Encantador, dono de uma educação exemplar e inteligência que de certo modo deixavam-no sentindo o mais ignorante dos garotos. Contudo, o fascínio cresceu exponencialmente. Numa compulsão desregrada, fruto do espírito corrompido daquele que nascera provocando a morte, vivia consumindo o caos como sua aquisição predileta. Christopher era seu, apenas seu. Pessoa alguma estava permitida a tocá-lo, sob circunstância alguma. Uma ínfima parcela de sua consciência gritava falando ser errado, no entanto, seus instintos iam no caminho adverso. Eventualmente se desfez das amarras do correto, e se despiu delas para abraçar a fachada sombria de seu interior. Pouco a pouco, violência gratuita não resolvia mais. Não conseguia curar a ferida e trazer de volta a razão para a superfície.
Por consequência da insanidade, a morte e o cheiro férrico do sangue se transformaram em seus maiores aliados. Não soube se foi obra do seu coração imperfeito que o fez atear fogo na residência do melhor amigo, muito menos conseguiu compreender quanto sangue frio lhe foi necessário para o consolar. Vivia sob um castelo de mentiras, e todas elas profundas demais. Dignas de uma sentença perpétua por trás de grades frias, barras que o manteriam longe do seu alvo. Sua meta, maior objetivo. No entanto, por volta dos quinze anos retornou para a Inglaterra no exato dia seguinte à primeira vez com o jovem Christopher. Fugiu para longe da própria confusão mental, afundando num universo onde drogas e álcool serviam de aperitivo casual. Sua natureza homicida agiu novamente, mas a sorte agora estava ao seu lado. Ele nunca mais seria o mesmo depois de receber a proteção de um doce e fiel amigo, uma criatura de alma corrompida, originária do próprio inferno.
Personalidade pós-possessão: O demônio que o tomou em nada interferiu em sua personalidade ou quotidiano sombrio. Verdade fosse dita, acreditava sinceramente que tudo não passava de um mero detalhe em seu auxílio. Um impulso que o tomou desde a partida dos Estados Unidos, lugar para onde retornava repleto de intenções não muito saudáveis. Abbadon descansava em seu peito, alimentando a Ira diariamente em doses deliciosas, venenos que fundiam-se na essência do humano ao ponto onde seria impossível distinguir um do outro. E uma das suas primeiras atitudes foi transferir a faculdade de psiquiatria para a NYU, a criatura maligna sendo a responsável pela mudança em sua arrecadação financeira através de influência aplicada nos demais. O primeiro obstáculo encontrado em seu retorno foi um envolvimento amoroso do rapaz pelo qual a obsessão provou-se sem uma vírgula transformada, nada foi desperdiçado daquele sentimento compulsivo. A sensação de retirar a vida da namorada de Christopher foi imediatamente transferida para o rol das melhores experiências que decorreram ao longo dos seus vinte e dois anos. Nada se colocaria entre Mark e os seus objetivos. Nada.
- É a cara do Iwan Rheon.
- Amigo de Christopher Fowler.
If I had a heart.
Garrett Saunders, 21 anos, estudante na NYU.
Era estranho ser largado num mundo tão diferente do seu anterior. Fora fácil descobrir há quanto tempo ele tinha sumido daquela dimensão, condenado a uma eternidade no inferno. Afinal, ele era quase uma celebridade naqueles tempos, alvo do fascínio das pessoas mais mórbidas daquela cidade. Todo aquele fascínio o divertia, quase se sentindo elogiado por toda a atenção que seu trabalho tinha recebido. Era incrível como mesmo cem anos depois, ainda nenhum deles fazia ideia qual era sua verdadeira identidade. Na verdade, quase que o deseja que o tivessem feito. Talvez isso o fizesse lembrar detalhes da sua vida anterior que se apagaram da sua alma durante os anos que passara no submundo. A maioria das coisas tinham simplesmente sumido, apenas as memórias vívidas dos seus crimes sobrando do homem que outrora fora. Não se lembra do seu nome, apenas do que lhe chamavam. Jack the Ripper.
Tornava-se impressionante como pequenos detalhes da sua personalidade continuavam ali. Era difícil controlar seus impulsos de voltar a matar, retomar os seus velhos hábitos, quando aquele mundo precisava desesperadamente de ser limpo. Se antes apenas as prostitutas mereciam o seu mais profundo ódio, naquela realidade todas as mulheres pareciam ser dignas dele. Meretrizes nojentas, parecendo sentir necessidade de usar o seu corpo para atingirem o que desejam. Não tem ideia de onde todo o seu ódio vem, mas ele continua ali, tão presente quanto estava na sua vida passada. É necessário todo o seu auto controle para não voltar a voltar, dar-lhes o castigo que elas merecem. Mas sabe que não o pode fazer. Um pequeno deslize e será mandado de volta para o inferno, antes de sequer poder pensar em fugir. Ele podia ser um bastardo sádico, mas parecia um cachorrinho adorável junto de alguns demônios que veio a conhecer na sua estadia nos domínios de Lúcifer.
Sente uma dificuldade absurda em se adaptar aquele mundo. Não tem ideia como agir perto dos seus supostos amigos. Se estivesse sendo sincero, a maioria deles o irrita, os estúpidos problemas dele lhe parecendo algo redundantes naquele mundo. Não entende porque precisa continuar frequentando aquela universidade, aprendendo coisas inúteis que nunca precisaria de usar na sua vida. Para ele, o conceito de ser advogado é absolutamente incompreensível, especialmente quando ele já aprendera há muito tempo que é sempre melhor fazer justiça pelas suas próprias mãos. Mas tem ordens para tentar prosseguir com sua vida humana, como se fosse uma pessoa absolutamente normal. Uma tarefa um pouco difícil quando não tem nenhuma memória do que Garrett era antes de ele possuir aquele corpo.
Odiava ter de obedecer aqueles estúpidos demônios, suas ordens lhe parecendo tão inúteis quanto todo o propósito daquela missão. A falta de controle o deixava frustrado, o suficiente para despertar os seus instintos homicidas que tanto tenta guardar para si mesmo. Não sabe quanto tempo vai demorar até finalmente ceder a eles, quebrando todas as regras que lhe foram impostas para conseguir voltar a ser alguém. Infelizmente, parece ter sempre alguém o observando de perto. Stuart McGregor, o demônio que fora escolhido para o controlar. Sente um ódio quase incontrolável pelo garoto, especialmente pela sua pose arrogante perto dele. Tudo o que deseja é uma chance de poder se vingar por cada ordem recebida dele.
Pecado Condenador: Homicídio.
- É a cara do Kevin Zegers.
- Estagiário na firma de David Howl.
- Amigo de Frank Delvecchio e Stuart McGregor.
Just want to feel the blood in my hands.
OC são personagens originais, criados pelos players. Nós não estamos permitindo mais personagens desse tipo.
/Seh
Se acharmos necessário ou alguém estiver interessado numa classe em especial que não tenha em aberto (no caso, Soul não tem nenhuma), sim.
/Seh
As fichas canon continuam abertas para quem quiser entrar, mas não estamos aceitando novos oc’s.
/Seh
Evangeline Sullivan, 16 anos, Junior na Constance Billard.
Eve, como prefere ser chamada, veio de uma família privilegiada. Desde pequena, teve sempre tudo o que queria, bastando apenas vocalizar o seu pedido. Apesar disso, não se tornou nem um pouco mimada. Tem perfeita noção que precisa de trabalhar para obter o que quer, não esperando que as coisas lhe caiam do céu… Mesmo que isso aconteça a maioria das vezes.
Ambos os seus pais são advogados, uns dos mais procurados na cidade, conhecidos por conseguir livrar qualquer pessoa, independentemente do crime. Eve tenta não pensar muito, já que sabe que algumas das pessoas que eles defendem, são culpadas dos seus crimes. É pressionada por eles para seguir a carreira deles e tomar posse da firma, mas não é exatamente o futuro que imagina para ela. Parecem a família perfeita numa primeira vista, mas atrás das portas fechadas o caso é muito diferente. Seu pai é extremamente severo com ela, não tolerando qualquer erro. Ao contrário da maioria das famílias do Upper East Side que simplesmente fecham os olhos as atitudes dos filhos, desde que não se torne assunto da cidade, Edward Sullivan não perdoa qualquer deslize da garota, seja escolar ou pessoal, tomando as medidas necessárias para a punir. Por isso, se tornou um pouco fechada do mundo, aterrorizada que o menor deslize possa irritar o seu pai.
É o tipo de garota tímida que não dirige a palavra a ninguém, a não ser que falem com ela primeiro. Não faz amigos com muita facilidade, mas tenta ser o mais simpática possível quando está tendo uma conversa, por muito que isso lhe deixe nervosa. É o seu segundo ano em Constance e ainda sente como uma forasteira.
- É a cara da Saoirse Ronan.
- Faz aulas de tênis.
Maybe someday I’ll fit in.
Devido à superlotação, estaremos fechando o recebimento de fichas OCs por tempo indeterminado, e deletando grande parte dos personagens em aberto, para fazer controle de contingente. Os personagens que serão postados no próximo par de dias são os que já haviam reservado o faceclaim e os que avisaram previamente sobre o envio. Vale lembrar que, agora, os players participantes que sejam removidos por inatividade não poderão ingressar no roleplay novamente, com as mesmas personagens se elas forem oc’s. Além disso, fizemos uma activity check. Os seguintes personagens devem deixar de ser seguidos:
Mike Hartman, Victoire Carpentier, Alexia Bishop, Anthony Wright, Austin Wilkes, Loane Boudelaire, Marjory Glover, Anouchka Montserrat, Elizabeth Trenton, Eric Yates, Vincent Murdoch, Imogen Cartwright, Dimitri Lavinski, Ruby Marshall, Samuel Kolvenik, Sarah Fitzgerald, Julia Cartairs, Aaron Mayer, Saphira Beuregard.